13.05.2019 • habita mais • Estudos, Notícias, Reabilitação Urbana

Em termos de investimento público, sobre o qual têm sido lançadas perspetivas positivas de evolução, destaca-se o crescimento homólogo de 270% do valor total de empreitadas de obras públicas lançadas a concurso ao longo dos dois primeiros meses do ano. A contribuir para tal crescimento, salientam-se as duas obras de mais elevado montante: a empreitada do Prolongamento do Quebra-mar Exterior e das Acessibilidades Marítimas do Porto de Leixões, no valor de 141 milhões de euros, e a empreitada relativa ao Plano de Expansão do Metropolitano de Lisboa – Prolongamento das Linhas Amarela e Verde (Rato – Cais do Sodré), no valor de 120 milhões de euros.
Também relativamente ao investimento privado, nomeadamente no que concerne ao segmento habitacional, os indicadores disponíveis mantêm-se animadores. O número de fogos novos licenciados durante o mês de janeiro (1.835) traduz um crescimento de 43% face a igual mês de 2018, ano durante o qual o número de fogos licenciados já havia crescido 42%, em termos homólogos anuais. Na hipótese de, em termos anuais para 2019, a evolução desta variável se aproximar do crescimento apurado em janeiro, então, concluir-se-ia o ano com um número de fogos licenciados que rondaria o nível obtido em 2009, há uma década atrás, uma hipótese muito promissora para a atividade do setor da Construção.
Com dados já disponibilizados até fevereiro, o consumo de cimento acompanha o aumento da atividade da Construção, com um crescimento de 18%, para um consumo acumulado de 512,5 mil toneladas para os dois primeiros meses do ano, um sinal positivo tal como é o decréscimo calculado, em janeiro, no número de desempregados inscritos nos centros de emprego e oriundos do setor da Construção (-26%, em termos homólogos, face a igual mês de 2018).
Já menos animadora é a evolução da área licenciada para a construção de edifícios não residenciais, a qual foi de -25% em janeiro, em termos homólogos. Não obstante, esta informação é ainda provisória e relativamente pouco significativa para ser usada como base para antecipar a evolução anual desta variável, já que a sua volatilidade é significativa ao longo do ano.
Assim, valorizando os sinais positivos dos indicadores disponíveis até agora, reforça-se a convicção de um crescimento mais intenso da atividade da Construção em 2019 (+4,0% em termos reais) do que a apurada em 2018 (+3,5%).

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