29.10.2019 • habita mais • Edifícios de Habitação, Notícias
Ao longo do primeiro semestre de 2019, e analisando de forma agregada o comportamento das vendas de alojamentos novos e usados, foram transacionados mais de 86,4 mil fogos, com o valor médio por transação a atingir os 141 mil euros, totalizando 12,2 mil milhões de euros.
“Em Portugal, o desempenho do conjunto do mercado imobiliário residencial durante o primeiro semestre de 2019 manteve-se favorável, tendo as vendas aumentado 0,1% em número, 5,0% em valor e, o preço médio, 4,9% face a igual período de 2018”, refere a AECOPS na sua análise-síntese do comportamento do mercado imobiliário residencial no primeiro trimestre de 2019, dando nota da evolução das vendas de alojamentos novos e em segunda mão.
“Com a recuperação intensa que o mercado tem registado nos últimos seis anos, o nível das vendas atingido ao longo do primeiro semestre de 2019 foi, claramente, o mais elevado dos últimos onze anos”, destaca a AECOPS.
 
Preços sobem 7,5% no mercado residencial novo 
Em termos de repartição dos fogos transacionados, entre “novos” e “já existentes”, mantém-se a preponderância dos fogos “já existentes”. Enquanto no primeiro semestre de 2019 foram transacionados em Portugal 12,5 mil alojamentos novos, no montante de 2,3 mil milhões de euros, com o valor médio por transação a atingir os 187 mil euros (+7,5% face ao mesmo período do ano passado), no mercado residencial de “usados” foram transacionados 73,9 mil alojamentos, por 9,8 mil milhões de euros, com um valor médio de transação de 133 mil euros por fogo.
Em síntese e de um ponto de vista estrutural, “verifica-se um aumento significativo da relevância dos fogos “não novos” no conjunto das transações do mercado imobiliário. De facto, em 2010 o número desses fogos vendidos correspondia a 64% do total do mercado e a 54% do valor. No primeiro semestre de 2019 esses rácios aumentaram, respetivamente, para 86% e 81%. “As transações de fogos em segunda mão mantêm-se, assim, como motor da recuperação do mercado imobiliário residencial”, conclui a AECOPS.
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