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Novo recorde: mais de metade da eletricidade produzida em Portugal em Abril foi solar e eólica.

Segundo dados publicados pelo Ember, um think tank ambiental sem fins lucrativos, atingiu-se, em Abril, um recorde de produção de energia renovável em Portugal.



Portugal esteve sob uma seca intensa no ano passado e atravessa agora outra, levando a uma relevante diminuição de produção de energia hidroelétrica. No entanto, a energia solar e eólica vieram alavancar a percentagem das renováveis do panorama energético português. Segundo o relatório do think tank Ember, em Abril deste ano atingiu-se o recorde de produção de energia solar, contabilizando 15,13% da produção total, o correspondente a 360 gigawatts, ultrapassando o recorde de Julho e de Agosto de 2022 de cerca 300 gigawatts. Já a energia eólica contabilizou 35,71% da geração de energia no mês passado.


Em Abril de 2020, a energia proveniente da água rondava os 36% do valor total português. No mesmo mês deste ano, o valor diminuiu para 14%, maioritariamente devido às secas. É uma redução para menos de metade. Evolução das fontes de energia em Portugal


Matt Ewen, analista de dados da think tank Ember, alerta que “com fenómenos meteorológicos mais frequentes, a Europa vai ter que se preparar para uma maior variabilidade na geração hídrica”, guardando, por exemplo, a capacidade hídrica para quando ocorrem períodos com baixa quantidade de vento. No entanto, para Portugal, não será tão fácil, pois “tem mais centrais hidroelétricas a fio de água do que albufeiras”


Apesar de 40% da energia portuguesa ser de combustíveis fósseis, o analista de dados acredita que o país “está no caminho certo para uma transição energética”. “A eliminação progressiva do carvão em 2021 foi um grande sucesso” afirma, relembrando que Portugal foi apenas o quarto país europeu a consegui-lo. Além disso, “a ambição futura também é excelente: é um dos únicos quatro países da UE com um objectivo de 100% de energia limpa para 2030, tendo aumentado substancialmente a sua ambição em resposta à invasão da Ucrânia”, acrescenta Matt Ewen.


No ano que se seguiu à invasão da Rússia, segundo o analista da Ember, “um aumento de 50 terawatts por hora de geração de energia eólica e solar na Europa diminuiu a necessidade de importação de cerca de 9 mil milhões de metros cúbicos de gás natural”.

E, “uma vez que muitos países europeus, incluindo Portugal, aumentaram o ritmo de implantação de capacidade renovável no último ano, esperamos que esse número continue a aumentar”, acrescenta.


Fonte: Público

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